quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017





O Verão passado o Ricardo e a Rita trouxeram-me lã das Orkney. Apesar da textura ser diferente, em termos de espessura fez-me muito lembrar a Holst Coast. Como tenho uma malha muito larga optei por trabalhar com agulhas 2.25 – 2.50. Fiz um par de meias e luvas sem dedos que estão sempre na minha mala desde que foram feitas (o facto de serem muito finas e quentes é um ponto bónus).  As meias ainda precisam de ser rematadas.


Não compro lã há pelo menos 6 meses – entre a lã que me têm dado (quando alguém vai a algum lado e me perguntam o que quero peço sempre lã ou linha para tricot) e a que tenho fiado estou bastante entretida. 


Entretanto, há novos episódios do Raw Craft. Continuam a ser todos muito bons, mas o do sapateiro merece ser visto.




domingo, 12 de fevereiro de 2017




A minha casa é bastante húmida. Escusado será dizer que a maioria das coisas que tenho em madeira não se adaptam muito bem a passar o Inverno e a roda de fiar não foi excepção.


Depois de passar algum tempo à procura [sem sucesso] de cera de abelha para móveis regredi para uma solução que usava nos móveis do meu quarto quando estava em casa dos meus pais, o óleo de cedro. Sei que não é o ideal, mas depois de passar com uma lixa muito fina e de lhe dar o óleo a roda ficou completamente diferente. De futuro gostava mesmo de conseguir achar a cera de abelha mas por enquanto o resultado foi positivo. De que serve ter as coisas senão nos preocuparmos minimamente com a manutenção?



Entretanto ando entretida com este livro e esta revista. 



quinta-feira, 26 de janeiro de 2017




Se calhar a melhor maneira de voltar a escrever neste blog é falar do que fiz com esta primeira meada que fiei e torci – fiz umas meias para um bebé que nasceu no inicio do ano. Acho que ficaram pequenas demais - tenho sempre problemas a acertar no tamanho dos pés pequeninos.

Muita coisa aconteceu pelo meio, mas isso são outras histórias.

Entretanto, deixo aqui umas coisas que merecem ser vistas:

O programa madeira-prima que está a passar na RTP2 e que é o meu momento zen da semana.

Um documentário importante que ajuda a perceber o problema daquilo que comemos.



quarta-feira, 3 de agosto de 2016




Se já começo a ter um fio relativamente contínuo, as torções são outra história completamente diferente. O tipo de torção que mais gosto acaba por ser demasiada e lá vai o fio por aí adiante, a fazer caracóis por todos os lados. Lavar a lã e bater numa parede é opção e facilita, mas não mitiga completamente o problema.



Entretanto começo a perceber um bocadinho mais da roda e da sua manutenção: já consigo mudar o fio que liga a roda à bobine e já percebi como fazer com que ele fique bem tracionado, sem estar demasiado apertado ou laço. Também já percebi que apertando ou alargando a tração das molas o tipo de movimento que tenho é completamente diferente. Faz-me lembrar as aulas de guitarra e a questão da afinação – há “apertos” que funcionam melhor para fiar, outros para torcer. Por agora experimenta-se muito – como já me disseram há algum tempo, mas para outra situação “vai ter que estragar muito material até conseguir fazer isto bem!”






terça-feira, 26 de julho de 2016


Parti uma agulha a rematar a ponta de uma meia. Não era uma coisa complicada mas como tenho sempre o ponto demasiado laço acabo por usar agulhas mais pequenas do que é suposto e desta vez correu mal. É claro que se fossem agulhas metálicas isto não acontecia, mas continuo a preferir usar agulhas de madeira para o tricot.

As meias são para oferecer a um bébé que está para chegar.