segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Fiar e tricotar / To spin and to knit




Foram as primeiras luvas que fiz com lã fiada e tratada por mim.

Não são para mim e são para ser usadas naqueles dias frios em que se está ao computador, com as mãos a pedirem agasalho. Estás já estão terminadas e só falta rematar as pontas.

These were the first mittens I’ve made with the wool I’ve spun and processed all by myself.


These are not for me and are meant to be used on those cold days when you are at the computer and your hands are begging for some warm. These ones are finished and only need the final cast off.


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Museu dos Lanifícios / Wool Museum











A minha experiência com o museu dos lanifícios da Covilhã foi de puro fascínio: vi aqui algumas das máquinas sobre as quais tinha lido no livro, aprendi muito e pude tocar num outro tanto.
Acho que é fácil para quem goste da temática têxtil perceber o fascínio deste museu com toda a sua bagagem cultural associada à Covilhã e há sua riqueza patrimonial.

Ao todo passei uma tarde inteira em dois dos três pólos (o terceiro é o local onde se secava os tecidos que não tive tempo de visitar). Há ainda uma oficina que podem visitar onde estão alguns trabalhos em curso (maioritariamente tecelagem).

A riqueza a nível de equipamentos é incrível e o facto do próprio museu estar assente sobre a tinturaria original (o que nos dá o privilégio de ver exactamente como é que inicialmente se fazia a tinturaria) tornam este um dos meus museus favoritos.


My experience with the wool museum in Covilhã was one of pure fascination: I saw some of the machines I’ve read about in the book, I learned a lot and I could actually touch a lot of things I’ve wanted to see live.

I think it is easy for someone whom likes textiles to understand the fascination of this museum with all of its cultural baggage associated with Covilhã and its equity richness.

I’ve spent a full afternoon in two of the three parts of the museum ( two buildings I’ve visited + an open space were fabrics used to dry after dyeing which I didn’t  visited). There is also a workshop you can visit (mainly weaving).


The richness in terms of equipment is unbelievable and the fact that one of the parts of the museum is in the original dying building (which gives us the privilege to see exactly how dyeing was originally made) makes this one of my favorite museums.


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Na Covilhã/ In Covilhã








Há algum tempo que seguia o projecto WOOL e na ida à Covilhã pude perder-me a ver alguns dos trabalhos espalhados por toda a cidade. Fora isso, a Covilhã surpreendeu-me. Ainda lá hei-de voltar porque ficou muita coisa para ver.


I have been following the project WOOL for a while now and in my walk in Covilhã I was able to enjoy some of the works that are spread throw the city. Other than that, Covilhã surprised me. For sure I will be coming back because there were lots of things left to see.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

As tesouras de Donfins / The scissors from Donfins




São as únicas feitas manualmente em Portugal e desde que fui a Coimbra que as andava a cobiçar.
Mal as vi no Chocalhos não deixei passar a oportunidade e trouxe uma comigo.
Corta que é uma maravilha e apesar de ainda não a ter forrado já a meti a uso.

They are the only ones hand crafted in Portugal and since I’ve been in Coimbra I’ve wanted to have one.
When I saw them in Chocalhos I couldn’t let the opportunity pass and I bought one.

It cuts perfectly and although I haven’t covered the handlers yet I’ve already used it.


terça-feira, 23 de setembro de 2014

Chocalhos – festa dos caminhos da transumância 2014







Foi cansativo?
Foi.
Valeu a pena?
Valeu.
Estamos lá para o ano?
Obviamente.

Bebemos, comemos, revimos amigos, ouvimos muita música boa e no final de tudo, divertimo-nos e muito. Alpedrinha tornou-se uma aldeia completamente diferente e durante 3 dias pouco se dormiu. Para o ano lá estaremos outra vez.

Was it tiring?
Yes
Was it worth it?
Yes,
Are we going to be there next year?

Obviously.


We drank, we ate, we saw old friends, we heard some very good music and in the end we had a lot of fun. Alpedrinha became a whole different village and for three days we had little sleep. Next year we’ll be coming back.


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Ovelhas & Cabras / Sheeps & Goats












Este ano na festa dos Chocalhos houve concurso da churra do campo e da cabra serrana. Havia ainda merino das beiras e um rebanho com bordaleiras à mistura.

A riqueza das raças autóctones que temos e a sua heterogeneidade nunca para de me fascinar.

This year in the Chocalhos festival there was a competition for the portuguese sheep breed “churra do campo” and for the goats “cabra serrana”. There was also some “merino das beiras” sheeps and a flock with some “bordaleira” sheeps.


The richness of the autochthonous breeds we have in Portugal and its heterogeneities never stop to amaze me.


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Frescão - o Casaco/ the jacket



Feito a tempo da chegada do Outono.
Não estou muito satisfeita com as mangas mas isso é um problema recorrente (sendo o problema o facto das minhas mangas ficarem sempre terríveis) que terei de ultrapassar em breve. No geral é um casaco fácil-de-usar para o fim-de-semana, exactamente o que estava a precisar.

Made in time for the arrival of Autumn.

I am not very pleased with the sleeves but that is a problem I still have (the problem is my sleeves always turn out terrible) and that I’ll have to overcome soon. In general is a very easy-to-wear jacket for the weekend, just the type I needed.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

O barrete




“Parabéns! Acabou de adquirir uma peça original, que faz parte do verdadeiro traje português (o Barrete). Antes de o “enfiar” saiba um pouco do seu historial. Existe o Barrete preto e o barrete verde. O preto era usado pelas pessoas que trabalhavam no campo e pelos pescadores de toda a Beira Litoral, além de servir de agasalho, servia também de algibeira para guardar o tabaco, fósforos e dinheiro, mantendo-os assim no fundo do seu forro sem apanhar humidade, justificando desta forma o seu comprimento. Esta tradição ainda hoje é representada no Folclore Português. O barrete verde tem a mesma finalidade, embora só era e ainda é usado pelos campinos e forcados do Ribatejo. Esta peça é feita em pura lã no seu exterior e o forro em algodão. Depois de fabricada a malha em tear circular, centenário é devidamente tratada, recortada e colocada em formas de sol, onde se obtém o seu formato. Depois de algumas horas de secagem o restante acabamento é totalmente artesanal, mantendo assim a tradição na sua produção.”

 - Na Etiqueta

O meu fascínio por barretes e pela sua dupla funcionalidade já vai longe e quando vi este rendi-me de todo. Comprei-o nas Caldas da Rainha, numa retrosaria junto à praça do mercado da fruta que vale a pena visitar.



“Congratulations! You’ve just acquired an original piece, which makes part of the real portuguese costume (Barrete). Before you use it you must know a little about its history. There are black “Barrete”[a word for hat that define this type of hats] and the green one. The black was used by people whom worked in the country and by the fisherman of all Beira Litoral, and other than being use to protect the head it was also used has a pocket where you could storage tobacco, matches and money, keeping them safe in the bottom of the hat without them being wet justifying its long shape. This tradition is still represented today in the Portuguese folk. The green one has the same application, although it is only used by the “campinos” and “forcados” of Ribatejo. This piece was made with pure wool on the outside and its inside is made in cotton. After being fabricated in a centenary circular loom it is properly shaped, cut and put in the sun where it can assume its final shape. After some hours drying the rest of the finishing is made in an handmade way, keeping the tradition of its production”

- In the price tag.


With my long time fascination with barretes and its double functionality I couldn’t resist this one. I bought it in Caldas da Rainha in a haberdashery near the plaze where the fruit market takes place and that is well worth visiting.


segunda-feira, 15 de setembro de 2014



A chegada do Outono combina com “Verde Caldas” (nome dado ao vidrado Mart 520). E o “Verde  Caldas” combina com Bordallo Pinheiro.

A minha nova caneca favorita.


The arrival of Autumn resembles with “Verde das Caldas” (traditional name given to the Mart 520 glaze). And “Verde das Caldas” resembles with Bordallo Pinheiro.

My new favorite mug,

domingo, 14 de setembro de 2014

O nosso vinho/ Our wine



Setembro será sempre mês de vindimas. E se este ano só se fez branco (em menos quantidade) e não se fez tinto (como sempre fizemos) o fim-de-semana das vindimas mantém-se, como deve ser.
A uva já está pisada e nos barris. Agora resta esperar.

September will always be the month of the wine harvest. And if this year we only made white wine (in less quantity) and no red wine (which we’ve always made) the harvest weekend went on, has it should always be.

The grapes are smashed and the wine is in the barrels. Now we only have to wait.



quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Mittens




A dar um bom uso à lã que fiei.

Este Outono/Inverno tenho uma lista grande de projectos para fazer por isso há que planear as coisas e começar cedo.

Fazer mittens é um processo tão fácil e tão relaxante – não é terapia, mas anda lá perto.

Putting the wool I’ve spun to a good use.

This Autumn/Winter I have a big list of projects so one must plan ahead and start early.


Making mittens is such an easy and relaxing process – it’s not therapy but it’s very close.



segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Setembro / September




“September is the logical beginning of the year. Summer heat is nearly past, the weather begins to brisken up, schools open their doors to siphorn our beloved young out of the house for longer or shorter periods, adult activity starts to stir (…)”

“Knitter’s Almanac”, Elizabeth Zimmermann’s



Setembro para mim sempre foi um mês de grandes mudanças e este ano não foi diferente.
Falando do casaco (que para variar já desmanchei e refiz quatro ou cinco vezes) ficou finalmente com a sua forma final e há uma semana que tenho as mangas paradas, mas é essencialmente isso que falta.

O mês passado também me chegou este livro no correio, dos mais deliciosos que já vi. Projectos simples, com uma abordagem muito especial que só alguém como a Elizabeth Zimmermann’s poderia fazer.


For me September was always a month of big changes and this year wasn’t any different.
About the jacket I am making (which like always I had to undo and re-do for 4-5 times), it already has its final shape and I haven’t knitted its sleeves for one week but that is mainly the only thing missing.

Last month this book also arrived in the mail and it’s one of the most delicious ones I have seen. Simple projects, with a different and very special approach only ElizabethZimmermann’s could make.

  




sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Fiz uma dobadoura / I’ve made a skein winder



Há muito tempo que andava a precisar de uma boa dobadoura e apesar de conhecer algumas opções do mercado a mim não me entrava na cabeça a questão de ser um objecto tão enraizado na cultura têxtil manual e ir comprar uma versão que nada tinha a ver com aquilo que me agradava.
Queria respeitar o que tinha aprendido, o que via, e principalmente todo o conhecimento que me tinha sido transmitido – queria uma coisa feita (e bem feita), uma coisa que respeitasse todo o processo.

Tinha a ideia na cabeça, mas com algum background de experiências catastróficas em carpintaria confesso que estava com medo de começar (para além de não ter as ferramentas para este projecto). Mas, como dizem os senhores do Dune, “Fear is the mind killer” por isso ao final do dia, no último dia de Agosto, fui comprar madeiras, usei um berbequim e uma serra manual [ferrugenta e demasiado grande], alguma cola branca e muita vontade e o resultado final está à vista.

“Doba” que é uma maravilha e tem duas posições para meadas maiores e mais pequenas (ainda lhe vou adicionar uma terceira porque as meadas que fiei são ainda mais pequenas). No final fiquei estupefacta com o resultado porque normalmente as coisas não me correm bem à primeira, o que neste caso aconteceu.
Ainda é possível desmontá-la, o que torna o processo de guardá-la muito mais “amigável”.

Falta envernizar, mas para todos os efeitos está feita – tudo o que idealizei consegui fazer e mesmo em termos das ripas e varões que escolhi não podia ter escolhido tamanhos melhores – parece que tudo se ajusta tal e qual como imaginava na minha cabeça.


For a while now I’ve needed a good skein winder and although I’ve come to know a few options in the market I wasn’t contempt with the idea of buying an object with such profound roots in the manual textile culture in a version that did not pleased me.
I wanted to respect all the things I had learned, what I’ve seen and mainly all the knowledge it had been passed to me – I wanted something well-made and that respected all the process.

I had this idea in my head but with such a catastrophic background in carpentry I confess I was afraid of starting this project (not mentioning I had not the proper tools to make it). But, like they say in Dune, “Fear is the mind killer” so in the end of the afternoon of the last day of August I went to buy the wood, I’ve used the drill and a really bad handsaw, some white glue and a lot of conviction to produce this final result.

It “winds” marvelously and it has two main positions for bigger and smaller skeins (I’ll add a third one in the future because the skeins I’ve handspun are smaller). In the end I was amazed with the result because normally things don’t go well the first time for me, which in this case happened.
Another cool thing is that some of it can be unassembled which makes it a lot easier to storage.


I still need to polish it, but for all that matters it is done – everything I had envisioned is there and in terms of the raw materials shape (beams and rods) I couldn’t have picked better sizes – it seems like everything fits just like I’ve seen it in my head.




quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Olivae e a sustentabilidade num sabonete / Olivae and susteinability on a soap



Fiquei a conhece-los numa reportagem no final de Julho e no dia a seguir fui à Vida Portuguesa comprá-lo.
Os sabonetes são feitos com leite de cabra da raça serpentina (que eu desconhecia) e que está em vias de extinção. Mais do que os problemas, gosto de valorizar as soluções e esta para mim é de louvar: aproveitar o leite desta raça autóctone e fazer estes sabonetes que não só são mesmo bons como são sustentáveis. O meu é de alecrim e está aprovadíssimo.


I’ve come to know these soaps throw a article in the end of July and in the next day I went to Vida Portuguesa to buy it.
The soaps are made with goat’s milk from the breed serpentine (that’s I didn’t knew) and that is in danger of extinction. More than the problems, I like to give value to the solutions and for me this is a great solution: to use the milk from this autochthonous breed and make these soaps that are not only really good but also sustainable. Mine has rosemary and it is more than approved.




terça-feira, 2 de setembro de 2014

As meias de Arga / The socks from Arga



A Serra de Arga foi uma das muitas surpresas que o mês passado me trouxe.

É um daqueles sítios que mal está marcado no mapa e que quem não sabe não vai, mas que vale a pena ir.
Para além do tempo maravilhoso que lá passei trouxe comigo meias tricotadas e fiadas à mão, por uma senhora da serra. Estas são para partilhar.


The mountains of Arga were a very pleasant surprise I had last month.

It is one of those places that is barely on the map and that if you don’t know it you wouldn’t go there – although it is totally worth it.
Other than the amazing time I’ve spent there I brought with me hand knitted and hand spun socks made by a lady whom lived there. These ones are to be shared.




segunda-feira, 1 de setembro de 2014

A lã do Minho / The wool from Minho



A lã que lavei no Minho já está toda fiada – uma por mim, outra pela Ilda e fico contente de dizer que ainda tenho uns bocadinhos guardados porque foram fiados por pessoas que ensinei a fiar no último mês.
Até a Raquel, que tem 8 anos, fiou aquele bocadinho enrolado da imagem.

No final esta lã não é só lã mas um acumular de recordações, de pessoas, de sítios e de coisas que aconteceram durante três semanas.

The wool I’ve washed in Minho is all spun – a bit from me, a bit from Ilda and I am glad to say I’ve saved some bits that were spun by the people I’ve taught in the last month.
Even Raquel, whom is 8 years wold, spun that little piece in the photo, the small wool ball.


In the end this wool is not only just wool but a gathering of memories, people, places and things that happened during three weeks.