sexta-feira, 29 de maio de 2015

Da meada / about the Skein




São 120 gr de fio que me deu muito muito trabalho.
São 120 gr de tardes bem passadas no quintal, são 120 gr de noites chuvosas passadas a ver filmes. Mas acima de tudo, são 120 gr de meada que seguiram para uma boa casa.


It’s 120 gr of yarn that gave me a lot of work.

It’s 120 grs of afternoons well spent in the backyard, it’s 120 grs of rainy nights spent watching movies but above else it’s 120 grs of skein that went to a very good home.



quinta-feira, 28 de maio de 2015

WIP




O casaco está praticamente feito só lhe falta as mangas.
Está a ficar muito leve como se quer nesta altura do ano.


The jacket is almost done the only thing missing is the sleeves.

It is very light just the way I want it this time of the year.




terça-feira, 26 de maio de 2015

Daquela vez em que fiz os meus fusos / About that time I’ve made my own spindles



Acabei por montar três fusos que apesar de parecidos são bastante diferentes – os cossoiros têm diferentes formas e pesos e curiosamente o mais achatado que fiz só por brincadeira quase foi o que ficou melhor em termos de rotação. Fia que é uma maravilha e acabou-se a desculpa de só ter um fuso [com que sei trabalhar].


I’ve ended up assembling three spindles that may look the same but actually are quite different – the weights have different shapes and weights and funny enough it is the most flat that I made just for the sake of making that stayed the better. This one spins very very well so now I have no more excuses of only having one spindle [that I know how to work]




domingo, 24 de maio de 2015

Tingir de rosa / Dyeing pink





Há quase um ano que tinha uma saqueta de tinta raposa que a Diana me tinha dado guardada à espera de ser usada.
Calhou este fim-de-semana.

Utilizei a saqueta toda, como mordente utilizei uma xícara de vinagre e deixei a lã ficar a absorver a tinta durante cerca de 3 horas.
Não usei água a ferver (com medo de feltrar a lã) mas sim água morna que ficou ao sol no quintal durante o tempo todo.
Gostei sim senhor. O resultado ficou melhor de quando tingi com a casca de cebola (mais uniforme) e já ando a pensar em mais experiências.



I had this little bag of pink dye that Diana had given me for almost a year now waiting to be used so I finally used it this weekend.

I’ve used the entire bag and for the mordent I used a cup of vinegar and I let it absorb for more or less 3 hours.
I didn’t used boiling water because I was afraid to felt the wool so instead I’ve used warm water that stayed under the sun in the backyard the entire time.

I really liked it. The result was better than when I dyed with the onions and I’m already dreaming with new experiences.



sexta-feira, 15 de maio de 2015

Cossoiro


“Os cossoiros, verticili ou fusaiolas, num sentido lato, são pequenos discos lisos ou decorados, de vários tipos ou formas, na sua maior parte feitos em argila, mas também em pedra, tendo uma perfuração central. Eram colocados na parte inferior do fuso, como remate e, assim, davam o equilíbrio necessário, servindo de volante, que mantinha e prolongava o movimento rotativo que a mão da fiandeira lhe imprimia.”







Depois de tanto os ver aqui e aqui, decidi experimentar. Estou à espera que sequem para os montar no fuso.

O que mais me preocupa neste momento é o peso daí ter experimentado vários feitios. Vamos lá ver como ficam.

After seeing them here and here I’ve decided to try and make one. I’m waiting for them to dry so I can assemble them in the spindle.


What worries me the most by now is the weight that’s why I tried different shapes and sizes. Let us see how they’ll work.



quinta-feira, 14 de maio de 2015

Sobre a máquina de costura / About the sewing machine




No final do mês passado fiz anos e a prenda foi uma máquina de costura. Ao princípio torci o nariz a este modelo, principalmente pela quantidade de peças em plástico que tem (leia-se, vai-se estragar com facilidade) mas também porque tinha outras ideias em mente.

Depois de uma aula rápida [e um tanto ou quanto atribulada] comecei a ganhar-lhe o gosto e a simpatizar com ela – cose bem e mais do que isso cose uma série de tecidos, plastificados e até um bocadinho de couro que tinha guardado.

Quanto à “manutenção” propriamente dita, vou deixar de me preocupar com o futuro e aproveitá-la por enquanto. Se se continuar a portar como tem portado parece que nos vamos dar bem.

My birthday was in the end of last month and my gift was a sewing machine. At first I wasn’t quite convinced with this model, mainly because of the amount of plastic pieces it brings (which for me can only thing it will break really fast) but also because I had other ideas in mind.

After a quick class ( and very troubled I might add) I started to like and sympathize with it – it sews quite nicely and above all it sews a lot of different fabrics (also plasticized fabric) and I could manage to sew a little bit of thin leather I had saved.

Regarding its “maintenance” issue I decided I will not worry about that for now and I will enjoy using it. If it continues to work like it has been I think we’ll manage just fine.





quarta-feira, 13 de maio de 2015

Ovibeja










Fui à Ovibeja com uma série de objectivos em mente – consegui cumprir todos e acima de tudo diverti-me imenso. Vi tosquias, provas de pastoreio, consegui falar um bocadinho mais sobre o projecto FIOS (que já terminou) e o centro de competências da lã (que ainda agora começou) e claro perder-me no meio de merinos e campaniças.

No final de contas foi um daqueles dias mesmo bons, uma maneira perfeita de terminar as férias.

I went to Ovibeja with a series of goals in my head – I was able to fill them all and above all I had a great time. I saw sheeps being sheared, shepherd competitions, I was able to speak a little more about the project FIOS (which has already ended) and the “centro de competências da lã” (that has just started) and of course I could lose myself between merinos and campaniças.


In the end it was one of those really good days, a great way to end my short holidays.



terça-feira, 12 de maio de 2015

Crochet com pauzinhos / Crochet with chopsticks.



A inspiração veio sob a forma de colheres de pau do outro lado do mundo (um dia faço uma!) e já andava aqui há algum tempo na cabeça. Tentei usar os restos da última poda do quintal mas já estavam muito fraquinhos e partiam-se com facilidade.

Encontrei este tutorial e com alguma paciência lá me consegui safar com uns pauzinhos que tinha por aqui espalhados. Faltam os toques finais mas o que interessa é que já o experimentei e funciona. A agulha assemelha-se muito a um tamanho 6-7.


The inspiration came from across the globe in the shape of handcarved spoons (one day I’ll make one too!) and it has been on my head for a while now. I tried to use some sticks from the last cleaning of the backyard however those sticks broke very easily.

I found this great tutorial online and with a little patience I managed to make a crochet hook using old chopsticks I had laying around. It still needs to be better sanded however what matters is that I’ve tried it and it works. The hook is very similar to a size 6-7.





domingo, 10 de maio de 2015

FIMI

"They become bears, stags, and devils. They evoke death but bestow fertile life. They live in the modern era, but they summon old traditions."














Já não é a primeira e desconfio que não será a última vez que o FIMI está na nossa agenda.

Desde a primeira vez que me cruzei com este artigo que continuo a perder-me com a simbologia e o paganismo destes homens selvagens da Europa.


It’s not the first nor the last time that FIMI is on our to do list.

From the first time I saw this article until now I keep on losing myself on the amazing symbolism and paganism of these Europe’s wild men.




sexta-feira, 8 de maio de 2015

Istambul – a parte têxtil / Istanbul – the textile part















Saí daqui convencida que ia encontrar fusos turcos em Istambul e estava completamente errada. Vi muitos fusos, é verdade, mas todos muito parecidos com os meus. No museu de arqueologia de Istambul (que aconselho vivamente) vi uma série de volantes muito idênticos ao que vi no MAEDS e alguns tão pequenos que me questiono se seriam mesmo volantes ou outra coisa qualquer. Mesmo na rua, em montras e em exposição via-se sempre o mesmo tipo de fuso.

Fiquei apaixonada pelos Kilims e foi com muita pena que não levei uma mala suficientemente grande para trazer um comigo. Dito isto, em quatro dias vi mais tapetes do que alguma vez na vida. É curioso ver teares espalhados por todo o lado, muito a puxar o lado turístico mas a fazer pelo menos uma coisa bem: criar aquele laço entre o produto final e o seu processo, com pessoas que efectivamente sabem usar um tear a usá-lo e a exemplificar a dificuldade de um processo tão minucioso. Na maioria dos casos vi teares verticais se bem que em lojas de toalhas, lenços, etc via-se mais os teares horizontais.

A única coisa que fazia questão de comprar em Istambul era uma toalha pestemal. Há imenso tempo que as andava a namorar, tanto pela sua história como pelo que lia sobre o conforto que trazia e a verdade é que a minha é simplesmente maravilhosa (novamente, não me tinha feito mal nenhum levar uma mala maior e trazer mais…).

Durante os quatro dias procurei lã em Istambul e acabei por encontrar apenas uma loja que vendia novelos 100% lã tingidos com corantes naturais mas achei-os excessivamente caros para aquilo que era (mesmo pensado em euros e não em liras turcas). Mais do que isso, sei que existe um bazar que só vende lã mas acabei sempre a ler que a maioria dos produtos eram sintéticos e nem sequer eram turcos daí achei que não valia muito a pena visitar.

Uma outra coisa que me espantou foi a naturalidade com que encontrei mulheres e homens a tricotar na rua – não era coisa rara, aliás vi várias vezes e por falta de coragem nunca fotografei ninguém a fazê-lo. Ficou a imagem mental (:

A verdade é que facilmente nos perdemos nas cores, nos padrões e nas texturas. Entretanto achei uma série de literatura sobre este tipo de têxteis a ler.


I left here thinking I would find the most amazing Turkish spindles but I was wrong. I saw many many spindles that’s true but all very similar to my drop spindle. In the archeology museum (which I strongly advice) I saw a series of parts of the spindle very similar to the ones I saw in MAEDS and some so little I keep asking myself if they are truly part of the spindles or anything else. Even in the street, at the shop’s windows one could see always the same type of spindles.

I am in love with the Kilims and I was very sorry for not taking a bigger bag to bring one with me. With that been said, in four days I saw more rugs than I’ve seen in my life. It is curious to see all the looms everywhere mainly has a tourist attraction but at least doing something right: making that bond that is so important between the final product and its process with people whom actually knew how to use the loom and showing us how difficult it is to use it. Most of the time I saw vertical looms however I also saw a lot of horizontal looms mainly in the towels and scarfs shops.

The only thing I really really wanted to bring from Istambul was a pestemal towel. I have been in love with them for a while in part because of its history but also because of the comfort people described from using them. Mine is simply wonderful (again, it would be great if I had taken a bigger bag…)

For four days I looked for wool in Istanbul and eventually I found a shop selling it (100% hand dyed with natural dyes) but I found it to be quite expensive for what it was (even in euros it was expensive). More than that, I know there is a bazaar which only sells yarn but I read most of the products where synthetic and weren’t even from Turkey so I didn’t bother to go there.


One other thing that truly inspired me was how natural it was to find women and men knitting on the street – it was not a rare thing in fact I saw it many times however I could not find the courage to photograph strangers knitting so I only came with these images in my head (:


The truth is one can easily get lost in the colors, the patterns and the textures. Meanwhile I also lost myself in all the amazing textile books I found there. To be read.



quinta-feira, 7 de maio de 2015

Os azulejos de Istambul / The tiles of Istambul












De Istambul trago cores e os padrões – tanto dos tapetes como dos azulejos que me deixaram boquiaberta.


From Istanbul I brought a lot of colors and patterns – both the carpets and tiles left me with my mouth open.