segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Se servir a carapuça / If the hat fits






É daquelas coisas que me esqueço de mostrar. A carapuça tem já um ano, já foi muito usada e continuará a ser. A carapuça foi uma espécie de adaptação entre o “beanie” e o barrete tentando preservar a sua dupla funcionalidade, tanto como chapéu como bolsa para quando é preciso. E esta carapuça até se consegue prender no cinto.

A carapuça foi fiada e tricotada por mim.


It is one of those things I keep forgetting to show. This hat (carapuça) has already a year and it is been used a lot. The carapuça is an adaptation between the beanie and the traditional fisherman hat (barrete) trying to keep its double functionality has a hat and has a purse for when needed. This carapuça can even be attached to the belt.


The “carapuça” was hand spun and knitted by me.



sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Nos últimos tempos / in the last days





Mesmo que este ano me tenha adiantado na minha “to do list” para o Natal e que tenha as coisas relativamente controladas [mais uma vez] acho que me excedi nas minhas capacidades.

Não é que não esteja a tirar um gozo enorme de fazer tudo o que me comprometi a fazer – porque estou – mas começo a ter aquele nervoso miudinho que não vou conseguir terminar tudo a tempo.



Even though I started on my to do list earlier this year for Christmas and I have things more or less controlled once again I think I have outdone myself.


It is not as if I am not enjoying making all these things – because I am loving it – but still I can’t help but felling a bit nervous I won’t be finishing everything on time.




quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Ao Centro / In the Center











Depois de um Outubro que nem o vi passar (mas que há de ficar marcado para sempre), Novembro tem estado a tratar-me bem e a levar-me até onde não pensava ir tão cedo.

O Outono está a acabar e eu não quero que ele se vá embora.



I don’t know where did October went – it just passed throw me in a flash (but I can assure you the events that happened will stay with me forever) but November is treating me well and taking me to places I couldn’t imagine I would go any time soon.

Autumn is ending and I don’t want it to go away.






quarta-feira, 25 de novembro de 2015

A Sul / To South






O medronho está pronto a apanhar, também se apanham azeitonas e a paisagem está muito diferente daquilo a que me tenho habituado ao longo dos anos.

Se calhar é um mês estranho para voltar a sul, sempre a rondar a fronteira entre o Baixo Alentejo e o Algarve. Estou a tentar lembrar-me e acho que foi a primeira vez que lá estive em Novembro. Agora só para o ano.



The arbutus is ready to be caught the same way the olives are and the landscape is quite different from what I’ve been getting used over the years.


Maybe this is a weird month to go back south, travelling around the border between Baixo Alentejo and Algarve. I am trying to remember and I think I have never travelled south in November. I’ll only be back next year.



terça-feira, 24 de novembro de 2015

Gharb Al-Andalus





Para terminar o que começámos no Verão fomos até Silves, antiga capital do Gharb Al-Andalus.

Do Palácio das Varandas nada sobrou, ou pelo menos nada que se compare com o que pudemos observar na Andaluzia ainda assim foi interessante perceber um bocadinho mais sobre esta parte da nossa historia. Para quem tenha interesse, mais uma vez há um Visita Guiada que explica bem a importância de Silves sobre o domínio Islâmico e a sua riqueza.



To finish what we started last Summer we went to Silves, the old capital of Gharb Al-Andalus.

Very few things survived from the old Islamic palace, at least nothing like the things we saw in Andalucía but it was still very interesting to know a little bit more about this part of our history.
Once again, if you have any interest there is a very good tv show on streaming (only in Portuguese sorry!) explaining the importance of Silves and its richness during the Islamic period.




segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Torre da Roca / Tower of the distaff





“Torres de Roca

Trata-se da parte superior da roca que serve, no processo da fiação, para produzir o movimento de torção das fibras tornando-as resistentes e fazendo com que se apertem umas contra as outras. O conjunto deste sítio é numeroso – doze objectos que mostram afinidades formais e decorativas com outros encontrados tanto na cidade de Silves como noutros sítios coevos do Gharb al-Andalus”

Gonçalves, Maria José; Pereira, Vera; Pires, Alexandra “Ossos trabalhados de um arrabalde islâmico de Silves: aspectos funcionais”; XELB  8 Actas do 5º Encontro de Arqueologia do Algarve, pp. 187 a 214.




Não deixa de ser interessante que volta e meia encontre algo que nunca vi nem ouvi falar. Neste caso a torre de roca em osso, é uma peça em si fantástica.

Estas encontravam-se no museu arqueológico de Silves assim como uma série de outros objectos relacionados com a fiação e a tecelagem. A peça em si é de dimensões reduzida e tenho alguma dificuldade em perceber concretamente como funcionaria.



It is always interesting to find every now and then something I’ve never heard of. In this case it is tower of the distaff made in bone which is in itself an amazing piece.


You can find these ones in the archeologic museum of Silves as well as a series of other objects related to spinning and weaving. The piece itself is quite small and I’m having difficulties picturing the way it worked.




sexta-feira, 20 de novembro de 2015

The Fabric of Britain – Knitting’s Golden Age


Um dos melhores documentários que vi nos últimos tempos, e obviamente o melhor que vi com referências ao tricot.

Não é propriamente novo, e provavelmente já toda a gente o viu mas para mim foi uma agradável surpresa.



One of the best documentaries I’ve seen in a while and obviously the best I’ve seen regarding knitting.



It isn’t exactly new and probably everyone has seen it already however for me it was a pleasant surprise.





quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Fazer alpergatas / Making espadrilles




Há algum tempo tinha decido que não ia fazer mais workshops nem cursos durante uns tempos. Não porque não gostasse mas porque depois não consigo ter a disponibilidade que quero ter para praticar o que aprendi.

Entretanto apareceu o workshop de tecelagem e eu não consegui dizer que não e há uns bons tempos a Joana falou-me de um workshop de alpergatas e novamente não consegui deixar passar (até porque verdade seja dita há uns meses estava a ponderar ir a Madrid fazer um curso de alpergatas… como ia deixar passar um workshop mesmo aqui ao lado?)

Aprendi mais do que fazer alpergatas – descobri que a minha técnica com a máquina de costura é altamente rudimentar e que ainda tenho muito que aprender. Fora isso, o processo em si utilizando as bases já feitas é relativamente fácil e comecei já a pensar em alterações ao molde.

No final foi uma boa experiência e serviu-me de muito (até porque estou cheia de ideias para o ano que vem).



A while back I had decided I wouldn’t do any more workshops nor courses for a while. Not because I didn’t like to do them (which I love) but because I couldn’t find the time to practice what I had learned.

Meanwhile the weaving workshop appeared and I couldn’t say no to that and when Joana told me there was a espadrille workshop happening I couldn’t say no to that either (truth be told, some months ago I was thinking of going to Madrid to make a full course on espadrilles… how could I let this workshop so close pass by?)

There I learned more than just to make espadrilles – I found out my technique with the sewing machine is very poor and I still have a lot to learn. Other than that the process itself uses soles already done and it is quite easy to make (I’m already imagining some alterations to the pattern).


In the end it was a great experience and it helped me a lot (my head is filled with ideas for next year).





segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Miguel Bombarda (agora sim)



*sorry this post is only in portuguese but you can use the translate option on the right

Fiz o que me disseram.

Enviei o e-mail à ESTAMO e esperei por resposta.

E passado algum tempo responderam. Consegui marcar uma data e acabámos por ir mais do que fomos da primeira vez.

E adorei.

Desde a arte feita pelos pacientes, passado pela história de Valentim de Barros (um dos pacientes que esteve internado mais tempo, cerca de 40 anos). Toda a estrutura é efectivamente fascinante e é difícil não ficarmos “contagiados” pelo museu e por toda a estrutura do panótico.

Entre muitos objectos relacionados com o tratamento de doentes e do seu dia-a-dia encontrei dois teares, ambos utilizados para terapia dos pacientes. Aprendi muito, e posso dizer que já há algum tempo que não me entusiasmava assim tanto por um lugar em Lisboa.


Decidi não colocar aqui fotos porque acho que é daqueles sítios que vale mesmo a pena visitar por isso (e sem spoilers) peçam autorização e vão ver porque vale mesmo a pena.